
Na tradição palestina, el koffieh tem sido usado tem sido usado como touca pelos homens. O material de algodão é utilizado principalmente para manter a cabeça protegida da poeira pesada e areia, e para os agricultores se protegerem do sol enquanto trabalham em seus campos. O padrão de xadrez faz referência a muitas coisas: uma rede de pesca, um favo de mel, a união das mãos, ou as marcas de sujeira e suor varridos da testa de um trabalhador.
Durante a revolta palestina em 1930, os palestinos usavam o koffieh como um símbolo de nacionalismo e resistência contra o crescente domínio britânico e a colonização sionista na Palestina. Em seguida, foi adotado pelo líder palestino Yasser Arafat já na década de 1960 e continua até hoje a ser um símbolo tradicional de resistência da Palestina.
O koffieh preto e branco tem sido costumeiramente referido como a bandeira "não-oficial" da Palestina. Infelizmente, atualmente e, em função da disputa entre os partidos políticos Fatah e Hamas, muitos associaram os uso de koffieh preto e branco com o Fatah e o koffieh vermelho e branco com o Hamas (historicamente, o koffieh vermelho e branco foi associado com o Jabha ou FLP). Esta associação não foi aceita por todos os palestinos, que acreditam ser o el koffieh um símbolo para toda a Palestina. No entanto, em muitos casos, você não pode sair à rua sem vestir um koffieh.
O descuido dos palestinos sobre o uso do koffieh acabou tornando-o um alvo fácil para que fosse usado como acessório da moda (?) no Japão, Estados Unidos e grande parte da Europa. Muitos, se não todos os portadores deste traje, são completamente ignorantes do verdadeiro significado de um koffieh. Em Israel, seu uso é costumeiramente associado a um terrorista.
Aqueles que acreditam entender o verdadeiro significado de um el koffieh o tem usado como sendo "anti-semita" ou uma "declaração política de apoio ao terrorismo islâmico contra Israel". Mal sabem eles que a "única democracia no Oriente Médio" usa todos os meios de guerra psicológica como uma arma para interromper a história e a cultura de uma população inteira submetida à sua ocupação militar.
Com o tempo, as pessoas passaram a usá-lo sem entender o seu significado, somente compreendendo-o pelo seu uso estético. Os mercados foram inundados por estes acessórios sem sentido, e uma convocação para boicote logo foi iniciada pelos mais conscientes. No entanto, até o dia de hoje, o rosa vulgar ocasional ou o azul "koffieh" pode ser visto sendo usado por palestinos que preferem usá-los para combinar com seus sapatos ou bolsas sem conhecer seu verdadeiro significado. O uso estético, até por palestinos, está certo?
A Fábrica Têxtil Herbawi, localizada em Hebron, é o único produtor original koffieh em toda a Palestina. A fábrica foi fundada em 1961 por Yasser Herbawi. Ele entregou a fábrica a seus filhos e um amigo da família, Abidi Keraki, e promete que ela será sempre de gerência familiar. "É [ el koffieh] nosso passado, nosso futuro...significa tudo", diz ele.
A ironia da situação é que, enquanto a popularidade do koffieh aumenta, as vendas da fábrica diminuíram drasticamente. Devido a importações mais baratas e de qualidade inferior da China, as vendas da fábrica estão caindo pela metade. Após os acordos de Oslo, estas importações foram inundando os mercados desde a década de 1990. Mais de 70% das vendas da Fábrica Têxtil Herbawi são de koffieh preto e branco originais, e os coloridas estão sendo vendidos apenas como um acessório de moda para manter a fábrica em funcionamento.
Infelizmente, Yasser Herbawi não se opõe ao mercantilismo moderno do koffieh. No entanto, ele afirmou que "o koffieh é uma tradição da Palestina e que deve ser feito na Palestina. Devemos ser os que fazem isso".
A fábrica é a "única e a última" a produzir o koffieh na Palestina. A única a produzir ainda o símbolo de resistência da cultura Palestina. Esperemos que o velho fabricante só morra depois de esclarecer aos jovens o verdadeiro sentido do orgulho palestino entorno do pescoço. Ainda que seja usado por muitos somente com sentido estético, nas mais variadas cores, que seu uso seja o símbolo de um povo que luta para continuar existindo. E que este símbolo continue a ser um sinal de desafio aos ocupantes ilegais das terras palestinas, que pensam poder apagar o passado e a existência do povo Palestino.