sábado, 19 de julho de 2014

Palestina e suas crianças.

Fonte: Shehab News Agency (Facebook), 17/07/2014
Em um estado de guerra num centro urbano, os alvos não costumam ser tão claros e nem os atingidos são só os alvos pré-determinados. Seja através de ataques aéreos ou terrestres, os resultados nunca são como os planejados. E quem seriam as maiores vítimas desses ataques? Não há como negar que os alvos mais frágeis são sempre crianças e suas mães, além de pessoas idosas.

Em função da ofensiva de ataques de Israel contra a Faixa de Gaza, até o dia 18 de julho, morreram 264 cidadãos palestinos, dentre estes 49 entre zero e 18 anos de idade. Há casos de ataques de Israel contra o Hospital de Gaza, contra casas com famílias inteiras, além do caso mais simbólico da atrocidade a que o povo palestino tem sido submetido. Quatro crianças brincando numa praia foram sumariamente assassinadas. Motivo? Não ficou muito claro até o momento. Mas fica muito claro o quão disperso são os alvos e desproporcional são os ataques.

http://www.jerusalemonline.com/news/in-israel/local/the-picture-that-shocked-the-internet-6528
Disponível em em: 19/07/2014

Uma família aproveitando um verão de sol na praia, suas crianças brincando de jogar bola. O que esperar mais de um dia assim? Ahed Atef Barkr, 10 anos, Zakariya Ahed Bakr, 10 anos, Mohammad Ramiz Bakr, 11 anos e Ismail Mahmoud Bakr, 9 anos estavam só jogando bola como qualquer criança nessa idade faria, mas eles não eram crianças para a Marinha de Israel, mas alvos a serem atingidos, alvos a serem eliminados, o futuro da sociedade palestina.

Dizem que Israel possui a mais bem treinada força armada do mundo, mas atacar alvos civis, especialmente crianças não demonstra a tão glorificada capacidade de organização. Se não demonstra o despreparo e incapacidade de avaliação de alvos, pode demonstrar a incapacidade de lidar com o "outro", seja ele civil ou militar, pois só animalizando pessoas diferentes de você é que alguém consegue executar uma ação tão desprovida de traços de humanidade.

Se o Estado de Israel e suas forças armadas não conseguem lidar com o dito inimigo, diferenciado seus alvos militares das vítimas civis, talvez seja o momento de não mais se auto-propagar uma democracia. Ou deva se proclamar a Democracia do sangue, aquela que trata todos igualmente, crianças, mulheres, homens, e idosos, sem distinção. Sem diferença ante ao zumbido de míssil destruidor ou de uma rajada que interrompe definitivamente o futebol inocente de quatro crianças palestinas.

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