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| Jovens de extrema-direita protestando em Jerusalém (Tali Mayer / ActiveStills) |
Os defensores do Estado de Israel e de sua política afirmam que esta é a única democracia do Oriente Médio, em oposição às ditas ditaduras islâmicas. Fundada a partir de uma singularidade religiosa e étnica, possui em seu território vários grupos diferentes do grupo majoritário judeu. E essa diferença implica num tratamento diferenciado por parte do Estado a esses "cidadãos de segunda classe". Israelenses árabes, drusos e beduínos tem tratamento diferenciado, sem acesso aos mesmos direitos que so de origem judaica. Até dentro da maioria judaica, há um tratamento diferenciado para os judeus de origem árabe (sefarditas), muitos deles oriundos de países do próprio Oriente Médio, como Iraque.
Se há um tratamento diferenciado em tempos menos atribulados (não falo em "tempos de paz", pois seria incoerente afirmar que isso ocorre em uma sociedade belicosa como a israelense), o que esperar nessa fase de ataque a Faixa de Gaza? Mesmo com forte oposição aos ataques, oriundos de parte da sociedade israelense com apoio da opinião publica internacional, há um forte apoio de parte de sociedade israelense aos ataques do exército de Israel. Esse apoio pode ser percebido nas redes sociais e em manifestações públicas de apoio.
Mas além desse aprovação, há uma manifestação de sentimento inerente à parte da sociedade a partir de uma construção em relação aos árabes e especialmente aos palestinos. Vistos como atrasados, sujos, violentos, corruptos entre outras características negativas, sua exclusão, morte ou expulsão é vista como natural. A existência de tais considerações é fruto de uma construção histórica e que encontra ressonância em camadas da sociedade israelense. Manifestações públicas de ódio, perseguições de palestinos e assassinatos são alguns dos eventos frutos dessa ódio.
Cânticos nazistas zombando da morte de crianças palestinas ("Amanhã não haverá nenhuma escola em Gaza, elas não tem mais nenhuma criança") são entoados como vindos de uma torcida organizada. Mas o que comemoram é somente a morte de crianças. Perseguições públicas de palestinos por multidões de jovens judeus pelas ruas de cidades como Jerusalém, onde Muhammad Abu Khudair, jovem palestino de 16 anos, foi morto após ser queimado vivo. A ação foi estimulada por políticos isrraelenses. As vítimas mais recentes foram Amir Shwiki e Samer Mahfouz, jovens de 20 anos e moradores do bairro de Beit Hannina em Jerusalém Oriental ocupada.
Além dos ataques, o fato da polícia de Israel ignorar crimes raciais torna-os mais perigosos e estimulantes para grupos de extrema direita. Já há campanhas para que se evitem contato de judeus com árabes promovidas em cidades como Jaffa. Grupos como Hemla recebem ajuda estatal para "resgatar" mulheres judias de relacionamentos com árabes. Os ataques suregem até de deputados como o israelense Ayelet Shaked, uma estrela em asceção no partido de extrema direita Jewish Home, que estimula o abate de mães palestinas para impedí-las de darem à luz a "cobrinhas".O ódio é explícito em discurso de políticos e de rabinos como do ex-rabino chefe do exército de Israel, Avichai Rontzki, que em seus discursos estimulou os soldados antes do massacre do bairro de Shujaiya, na cidade de Gaza, quando os exalta como o "exército de Deus".
Fruto de um preconceito construído para manter judeus e palestinos distantes, manifestado por multidões raivosas pelas ruas de Israel, proferida através de discursos inflamados de políticos ou de rabinos, estimulada pela internet ou por cartazes coladas em paredes de lojas de árabes, ou simplesmente expressa pela indiferença de quem simplesmente observa as bombas sendo jogadas em Gaza, observando tudo do alto de uma colina, o ódio é irmão da indiferença e primo da incapacidade de reflexão de que todos estes sentimentos só servem para construir muros de medo e rios de sangue. Mas no final, todos viram vítimas.
Cânticos nazistas zombando da morte de crianças palestinas ("Amanhã não haverá nenhuma escola em Gaza, elas não tem mais nenhuma criança") são entoados como vindos de uma torcida organizada. Mas o que comemoram é somente a morte de crianças. Perseguições públicas de palestinos por multidões de jovens judeus pelas ruas de cidades como Jerusalém, onde Muhammad Abu Khudair, jovem palestino de 16 anos, foi morto após ser queimado vivo. A ação foi estimulada por políticos isrraelenses. As vítimas mais recentes foram Amir Shwiki e Samer Mahfouz, jovens de 20 anos e moradores do bairro de Beit Hannina em Jerusalém Oriental ocupada.
Além dos ataques, o fato da polícia de Israel ignorar crimes raciais torna-os mais perigosos e estimulantes para grupos de extrema direita. Já há campanhas para que se evitem contato de judeus com árabes promovidas em cidades como Jaffa. Grupos como Hemla recebem ajuda estatal para "resgatar" mulheres judias de relacionamentos com árabes. Os ataques suregem até de deputados como o israelense Ayelet Shaked, uma estrela em asceção no partido de extrema direita Jewish Home, que estimula o abate de mães palestinas para impedí-las de darem à luz a "cobrinhas".O ódio é explícito em discurso de políticos e de rabinos como do ex-rabino chefe do exército de Israel, Avichai Rontzki, que em seus discursos estimulou os soldados antes do massacre do bairro de Shujaiya, na cidade de Gaza, quando os exalta como o "exército de Deus".
Fruto de um preconceito construído para manter judeus e palestinos distantes, manifestado por multidões raivosas pelas ruas de Israel, proferida através de discursos inflamados de políticos ou de rabinos, estimulada pela internet ou por cartazes coladas em paredes de lojas de árabes, ou simplesmente expressa pela indiferença de quem simplesmente observa as bombas sendo jogadas em Gaza, observando tudo do alto de uma colina, o ódio é irmão da indiferença e primo da incapacidade de reflexão de que todos estes sentimentos só servem para construir muros de medo e rios de sangue. Mas no final, todos viram vítimas.

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